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Minha Mãe Empreendedora

12/06/2017

Domingo passado tivemos o dia das mães e como será que é ter e ser uma mãe empreendedora? Você conhece uma?

Nascida em Ibarama, antigos município de sobradinho e cachoeira do sul, na vila das pedras, em uma família de 13 filhos, nascia a Sra. Maria Angélica Dias Pigatto. Ainda bebê, já sofria com as adversidades da vida. Essas adversidades levaram a família da colônia para a mudança de território. Devido aos filhos mais velhos engajados no quartel e aos preparativos para guerra mundial, mudaram-se então para o interior de Cruz Alta. Após a enchente de 41, veio à pobreza e as ideias empreendedoras para o sustento da família pelo pai, que passou a vender mudas de plantas, as verbas do quartel dos filhos mais velhos também ajudavam no sustento, mas mantinham a mãe em constante tensão de solicitação dos mesmos ao combate. Com a morte do pai em 1946 aos seus 6 anos mudou-se com toda família para Porto Alegre em busca de um futuro melhor. Aos dezessete anos mudou-se para Camaquã aonde estudou o ensino médio ou normal como chamavam, estudou no colégio das irmãs aonde se formaria apta a lecionar no magistério. Na congregação e aos serviços do magistério viveu por varias cidades aonde aos 27 anos mudou-se novamente para Porto Alegre e começou os estudos de Assistência Social na PUC em porto alegre, aonde conseguiu bolsa de estudos integral devido às boas notas e a baixa renda.

Casou-se em 1971 com Otávio Pigatto e teve 4 filhos. Formou-se em 1972 em Assistência Social, logo em janeiro de 1973 passou no concurso federal e em setembro de 73 no concurso estadual como se não bastasse também no concurso do IBGE aonde não exerceu a função. Em 91 aposentou-se pelo governo federal e decidiu pedir exoneração do estado. Em 1994 apresentou a dissertação de mestre em assistência social também na PUC. Em 2000 fundou a COOPAS, cooperativa de assistentes sociais, aonde participa até hoje. Como a vida é uma caixinha de surpresa em 2002 ficou viúva e três meses após em 2003 perde seu filho Rafael.

Mas a vida de um empreendedor não pode parar. Aos 76 anos de idade, em 2016 Fundou agora o Espaço Cultural Crescer e Ser em Porto Alegre aonde pretende ministrar atividades culturais para crianças em turno extraclasse. Lá as crianças podem trabalhar seus sentimentos mais empreendedores, trabalhar suas criatividades, seus dons e aprender coisas importantes do nosso cotidiano.

E aí meus leitores, esta é a história de minha mãe empreendedora que mesmo nas adversidades da vida teve sempre fé em Deus e muita convicção de um futuro melhor para si e para seus filhos.

E você conhece as muitas outras mães empreendedoras deste mundo?

 Esteja sempre disposto a escutar estas histórias e ver como é possível quando se tem Fé em Deus e em nossos empreendimentos.

Parabéns mãe por ser esta pessoa formidável que é! Uma Mãe Empreendedora!